Peru vai subsidiar combustíveis diante de protestos contra presidente Fujimori
A nova presidente do Peru, a direitista Keiko Fujimori, estabeleceu, nesta sexta-feira (14), um subsídio para amenizar o aumento dos preços dos combustíveis que provocou os primeiros protestos contra seu governo, com paralisações e bloqueios de estradas.
Os preços locais foram impactados pelas guerras no Oriente Médio, bem como por problemas de abastecimento interno da petroleira estatal Petroperú.
O valor do diesel dobrou de fevereiro a agosto, chegando a 1,9 dólar por litro, enquanto o de outros derivados subiu até 50%, segundo a imprensa local.
"Em primeiro lugar, será aplicado um subsídio focado em quem mais precisa", que são os "trabalhadores do transporte de carga e de passageiros", disse Fujimori, que assumiu o poder no fim de julho, em uma mensagem no palácio de governo, em Lima.
A medida valerá em todo o território nacional e terá duração de três meses. E cobrirá entre 15% e 20% do preço para os usuários.
Desde segunda-feira, transportadores de algumas regiões paralisaram suas atividades e bloquearam vias.
O protesto se intensificou em Ucayali, na região amazônica peruana, onde bloqueios de vários quilômetros na principal rodovia de acesso a mantêm isolada.
Segundo o ministro da Economia, Elmer Cuba, o subsídio "entrará em vigor nos próximos dias" e, nas próximas semanas, o benefício será estendido também aos transportadores fluviais e aos mototaxistas.
O Peru sofreu outro desabastecimento de combustíveis em março, quando um incêndio em um duto de gás obrigou o governo a racionar o fornecimento dos hidrocarbonetos em Lima.
T.Zangari--IM